quarta-feira, 17 de março de 2010

Formulação da Política Externa Brasileira

Os estudos sobre a política externa brasileira, nas últimas décadas tem se afastado progressivamente das análises centradas na figura do Estado como ator central na formulação e execução da política externa. Assim ampliou-se o escopo de análise, ao considerar a interação de fatores como a estrutura doméstica e a dimensão externa e, os interesses dos participantes e as estratégias utilizadas no processo de formulação e decisão em política externa. Inicia-se da idéia de que a formulação da política externa não é algo exclusivo do poder executivo e o Estado não é impermeável às pressões domésticas.
Nos regimes autoritários, em geral, e no regime militar do Brasil, em particular, o processo de formulação em política externa se faz em círculos que restringiam a participação ampla de setores da sociedade civil, do Legislativo, entre outros;
No entanto, outros segmentos como setores empresariais nacionais e internacionais tiveram um relacionamento intenso com a burocracia estatal. Usando canais de comunicaçao informais, ocupando postos estrategicos nos Conselhos e Agencias estatais, estes setores interferiram no processo de formulação e decisão em torno de questões específicas na área econômica de segurança bem como no tipo de inserção a ser implementado, podendo-se afirmar que, nos anos 60 e 70 repetiu-se o padrão de articulação e intermediação de interesses entre setores da burocracia do Estado e setores empresariais nacionais e internacionais, construído a partir dos anos 30.

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